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A nossa liberdade

Furos jornalísticos. Têm proliferado vários. Ou golas inflamáveis, ou touradas que desagradam, ou livros publicados que não agradam a todos. Experimentem partilhar (se não o fizeram ainda) um destes tópicos nas redes sociais. É quase certo que o vosso post será inundado de comentários, alguns deles mais radicais do que outros. Há uma coisa que as pessoas ainda não perceberam: o teclado não lhes permite dizer ou escrever tudo o que lhes apetece. Nos meus posts, todos os que considero abusivos ou radicais, têm um fim: são eliminados.

A minha liberdade começa onde a do outro acaba. E termina onde a do outro começa. Por partilhar uma notícia relativa a uma tourada, não quer dizer que eu seja um monstro. Por partilhar uma notícia relativa a um livro publicado que considero depravado e sem princípios, não quer dizer que não seja culta. Imaginemos que deixamos uma janela da nossa casa aberta. Isto significa que o vizinho pode entrar por ela a chamar-nos nomes? Não me parece. Felizmente, ainda vivemos em Democracia. Os tempos da ditadura já lá foram.
Mas viver em Democracia significa saber respeitar. Acusar, pressionar ou apontar o dedo não são ações democráticas. São, sim, ações com tiques de ditadura e opressão, carregados de uma vontade imensa de dizer o que se pensa. Nas redes sociais, isso acontece mais. Porquê? Um dos motivos, é que permitem falar sem dar a cara. Por isso, eu continuo o meu caminho. Livre e fresca, nesta Brisa de Liberdade, com respeito pelo outro. Respeito agradece-se. Respeitemo-nos mais um pouco.

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