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Editorial

Os mitos são estórias que, em geral, pretendem dar uma lição de vida.

Há um mito grego que tem como protagonista  o rei Midas. Certo dia este rei pediu ao deus Dionísio que lhe desse o privilégio de tudo o que ele tocasse imediata- mente se transformasse em ouro. O deus acedeu e, assim, Midas se tocasse numa folha, numa  pedra, tudo ficava mudado em ouro. Feliz, o rei, voltou para o seu palácio e pediu que lhe ser- vissem um lauto banquete para celebrar. Mas quando lhe serviram os alimentos, ao tocar-lhes, tudo se  transformava em ouro e nada podia comer. Até a própria filha ao tentar abraçá-lo ficou imediatamente transforma- da em estátua de ouro. Então, o rei transtornado e arrependido do pedido que tinha feito a Dionísio foi ter novamente com o deus e pediu-lhe para que tudo fosse como dantes e ele não tivesse o poder de  transformar tudo o que tocasse em ouro. O deus apiedou-se de Midas e retirou-lhe aquele poder. Isto diz-nos que a ambição, as riquezas materiais não trazem a felicidade ao homem. Um mito que deveria ser lição para os dias de hoje, tão comandado e orientado pelo poder do dinheiro. O ouro só trouxe ao rei Midas inquietação. Na presente sociedade  da abundância em que o consumismo é o alimento espiritual, caímos no vazio e nas ilusões de uma vida fragmentada e sem valores.

Sabemos que, no seu anseio de felicidade, o homem procura no ouro, nos bens materiais essa felicidade. Mas o sentido da existência está mais além, numa dimensão transcendente que, só essa, permite atingir a plenitude.

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