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Os palcos da vida

Para todos nós, actores da vida, há sempre um palco mais alto ou rasteiro, mais escondido ou mais às claras, para podermos sempre actuar, sermos actores nas nossas diversas peças do teatro de cada um dos nossos dias. E somos sempre actores e espectadores, hora a hora, dia-a-dia, uns mais ou menos interventivos, outros mais na sombra, na dita rectaguarda, mas quer queiramos ou não somos sempre peças de um xadrez teatral ou musical, com o nosso lugar sempre activo conforme as circunstâncias. Se sou vivo eu penso e se penso é porque existo. Assim sendo, no dia-a-dia, na nossa meninice, na nossa juventude até chegarmos a adultos e depois a começarmos a ser velhos, todos os momentos nos mexemos, nos olhamos aos espelhos da sociedade onde estamos inseridos e agimos sempre como actores em tudo o que nos cause interesse e apele à nossa presença e participação. Somos actores quando brincamos, quando estudamos, quando namoramos e quando casamos, depois somos actores quando nascem os nossos filhos, quando os guardamos dos males deste mundo, quando os esperamos na saída das aulas e os encaminhamos para suas casas, quando agora avós substituimos os pais nas tarefas que atrás referi. Sim, somos sempre actores nas nossas vidas, consoante as circunstâncias de cada acto e sempre em diversos palcos. Procuramos ser sempre bons actores nas nossas tarefas e ficamos sempre satisfeitos quando as desempenhamos a nosso contento. Os diferentes palcos das nossas vidas são sempre locais em que todos nós vivemos experiências novas, em que procuramos representar com naturalidade mas nas quais nos empenhamos com amor e dedicação. Ouvimos os cantores célebres e gostaríamos intimamente de ser como eles, de sermos ricos e famosos, aplaudidos por um público sempre fiel. O mesmo acontece aos actores de teatro e de cinema, aos escritores e poetas, aos desportistas famosos, às bailarinas e bailarinos, aos músicos mais virtuosos e famosos em todo o mundo. E quantos gostariam de ser iguais a eles ? Mas porque só alguns poucos conseguem subir na vida a níveis elevados, vamo-nos conformando em sermos o melhor possível nas nosssas diferentes áreas de actuação, porque um bom electricista ou carpinteiro, um bom professor ou serralheiro, poderão sempre competir com os melhores dos melhores em todos os sentidos.

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