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Factos recentes

O Brasil não tem ainda um Prémio Nobel de literatura, o que pode acontecer de um ano para o outro, porque tem escritores que talvez merecessem esse galardão. Mas tudo é relativo, pois tem também artistas das várias artes que vão adocicando a identidade. É que o povo bem precisa, na travessia do deserto que o grande país irmão está a percorrer.

De facto, ainda há pouco escrevi acerca do Prémio Camões, atribuído a Francisco Buarque, escritor e músico e agora não posso deixar de me referir a outro grande músico que acaba de nos deixar. No caso trata-se de João Gilberto, cantor, violinista e compositor do maior país da América Latina.

Considerado um artista genial, revolucionou a música da sua pátria ao criar a nova batida de violão, com influências do jazz, para tocar samba, a “bossa nova”. O modo suave de cantar é uma inovação que lhe pertence, e como referiu a revista Rolling Stone Brasil, foi um dos trinta maiores ícones brasileiros da guitarra e do violão. E diga-se que são 119 músicas a solo, em estúdio ou ao vivo, lançadas nos discos oficiais.

Destaco-o agora aqui porque os homens passam mas as instituições ficam, o mesmo é dizer as suas obras, um património que não perece. Por outro lado, também do Brasil, impressionou-me negativamente o colapso de mais uma barragem no Nordeste do estado da Bahia, obrigando à evacuação de mais de quarenta mil habitantes de duas cidades próximas. As fortes chuvas que têm caído naquela região nos últimos dias podem ter estado na origem de mais este desabamento. Trata-se de barragens construídas por empresas mineiras que parece serem muito provisórias.

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