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Editorial

Sófocles, o velho autor grego, diz que de todas as coisas maravilhosas a mais maravilhosa é o homem. De facto, o ser humano é capaz de façanhas extraordinárias e parece que a sua capacidade e engenho não têm limites.

A história é uma caminhada de desenvolvimento e de progresso. Em 1969, há cinquenta anos, o homem pisou a Lua, um passo decisivo na aventura cósmica. Alguns não acreditam, outros criticam o feito porque era preferível responder primeiro a tanto problema na terra a exigir solução. A maioria congratulou-se, os cientistas celebraram esta porta que se abria para o espaço com infinitas possibilidades. Não podemos hoje prever que mundo extraordinário este “pequeno passo” nos abriu. E se estivéssemos à espera de canalizar meios para resolver os nossos problemas próximos antes de nos aventurarmos no mundo exterior, então parava a história e nem progresso nem desenvolvimento. Essa é sempre a posição defendida por todos os Velhos do Restelo. A questão é outra, muitas vezes o nosso comportamento é uma traição à ética, um desvio ao nosso dever para com o outro. A corrupção e a ganância, as más políticas de governação é que impedem o combate eficaz aos males que afligem o mundo como a fome, a pobreza… Agora, não façamos da Lua o mesmo que vamos fazendo da Terra: a degradação do espaço; um local de corrida aos armamentos, numa perigosa militarização do espaço. Mas é de desconfiar deste animal tão pouco racional que leva destruição e morte aos lugares onde aporta e fomenta mais a agressão do que a concórdia. Se o homem orientasse a capacidade criativa para o bem, para construir e não para destruir a história seria bem diferente e a humanidade não estaria hoje nesta encruzilhada tão inquietante em relação ao presente e ao futuro.

 

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