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Tecnologia em números

Esta semana entendi fazer uma pausa nas dicas propriamente ditas, e apresentar uma série de números / estatísticas sobre a área da tecnologia, para nos situarmos nesta era da sociedade da informação. Vejamos então alguns números interessantes da realidade portuguesa no que toca a diversos aspetos relacionados com esta área.

Olhando primeiro para os dados de acesso, ou seja a quantidade de pessoas com uma ligação à internet, em 2018 cerca de 79,4% dos agregados familiares portugueses tinha uma ligação à internet nas suas casa. Muito curioso é o número de assinantes de serviços móveis, com um total de 19.420.188 indivíduos, praticamente o dobro da nossa população! Tal dimensão explica-se pela utilização (já banalizada) de vários telemóveis por agregado familiar e também devido aos números empresariais, mas não deixa de ser surpreendente. Segundo dados do INE, 75% dos residentes em Portugal são utilizadores de internet, um número já razoável e que tem crescido nos últimos anos, mas ainda longe da média europeia com 85%. Já o acesso à internet em mobilidade – ou seja, fora de casa, do local de trabalho e em equipamentos portáteis – é referido por 81% dos utilizadores de internet. Este número relativo a 2018 duplica o registado há cinco anos atrás, o que demonstra o crescimento deste tipo de acessos. Ao mesmo tempo que cresce o número de utilizadores de internet, aumenta também a opção por outro tipo de equipamentos que permitem o acesso em qualquer lugar. O smartphone ou o telemóvel são já os principais equipamentos utilizados, com 79% contra 36% dos computadores portáteis.

Olhando para o comércio eletrónico, constata-se que os portugueses estão cada vez mais adeptos das compras online, principalmente os homens no grupo etário entre os 25 e 34 anos. Em 2018 o número de compradores online já estava nos 34%, quando em 2008 apenas 15% das pessoas faziam compras pela
internet. Nas preferências, surgem em primeiro lugar a roupa ou equipamentos desportivos (60%), seguindo-se as reservas de alojamento (48%), os artigos para casa (36%) e os bilhetes para espetáculos culturais ou desportivos (30%). Para finalizar, olhando para o mercado das TIC propriamente dito, segundo o estudo “Visão 360° do Mercado TIC e Digital em Portugal – Previsões 2018 – 2020”, da IDC, afirma-se que o mercado das TIC irá ascender a 8.240 milhões de euros em 2019. Até 2022, a IDC estima ainda que este mercado atinja os 8.586 milhões de euros, o que corresponde a uma taxa anual de crescimento composta de 1,5% no período 2017-2022. Este crescimento será em grande parte sustentado pelas áreas mais emergentes como sejam os mercados da cloud, IoT (internet of things), Big Data e Cibersegurança, que terão taxas de crescimento acima dos 7% no período 2017-2022. Fontes dos dados: INE, Eurostat, Pordata e IDC.

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