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Cara ou Coroa? Andam a gozar com os eleitores

Quase dois meses no Velho Continente e confirmam-se algumas hipóteses. Um pouco por toda a Europa, com particular incidência no canto lusitano, é um nunca acabar de propaganda manhosa em defesa do “status quo”. Este, como bem sabemos, caracteriza-se por burocracias e excisões fiscais asfixiantes. A favor de quem? Dos cidadãos ou de uma multidão de parasitas que não foram nem nunca seriam eleitos pelo povo que dizem representar? Falam de escrutínio democrático.

No entanto são os partidos que os escolhem e os eleitores apenas votam nas listas partidárias. Seguem automaticamente para o poleiro. Pensemos na triste figura da cabeça de lista do PS. Patética e pérfida. Ou do número 3, Silva Pereira, que, conforme foi amplamente noticiado nos Media destes novos DDTs, vai ser vice- -presidente do Parlamento Europeu. Será que se esqueceram de salientar que o referido órgão legislativo tem 14 vice-presidentes? Para os leitores que porventura não saibam quem é este personagem, citamos o “Público” (4 de Julho): “marido de uma senhora avençada por Carlos Santos Silva [da LENA]… pai de um convidado de luxo de Sócrates em Paris (cuja estadia foi paga por Santos Silva), comentador num programa da TV onde nunca comentou nada disto (nem lhe foi perguntado)”.

Mais uns “triunfos” do PM. Em países com menos “casos”, por exemplo nos anglo-saxónicos ou do norte da Europa, jamais se admitiria tamanha falta de respeito pelos contribuintes. Os Tartufos de serviço fingem não saber como explicar os vergonhosos níveis de abstenção. Digam- -nos se não será por causa deles que mais de 75% dos eleitores decidiram não ir votar, votaram em branco ou optaram pela anulação? Não será por já terem percebido que, em Portugal, quem é colocado no topo da lista dos partidos dominantes tem a papinha feita mesmo antes do acto eleitoral? Ou, como lembrava um colunista deste semanário: “o fim é dar ‘tachos’ a meia dúzia de deputados”.

Quem defende com unhas e dentes a partidocracia, mais a acompanhante mistificação pública, é anjinho com argumentos parolos, subsídiodependente do Estado ou funcionário pago com a maior carga fiscal de que há memória. Em breve, este controlo partidário equiparar-se-á ao das ditaduras. Apesar da crescente falta de pachorra para ler, ver ou ouvir a comunicação “associal” e a relação penosa que tem com a verdade, inspirámo- -nos na conclusão de uma crónica da autoria da Dra. Telma Gomes (21 de Junho): “Seremos melhores cidadãos, quanto mais bem informados estivermos. Selecionar as fontes de informação que nos formatam as opiniões. Vejamos o que o futuro nos reserva”.

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