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Cá vamos…

Leio na imprensa que o Estado gratifica com 6.500euros o emigrante que regresse ao país para trabalhar. Há poucos anos um governo incentivava à emigração. O que é que mudou nas estruturas económicas do país? Não sei. Mas sei que, por cá, hoje é assim amanhã assado. Sem planos, sem projectos. Vamos ao calhas. Ora se diz que é bom emigrar, como logo a seguir se premeia o regresso. Há anos houve um ministro que mandou fechar parte da linha do Douro. Agora diz que está arrependido e assina um documento a pedir a reabertura da linha, que entretanto mandou fechar sem pensar no interesse das populações, nas virtualidades turísticas daquele percurso da linha férrea. É assim e pronto. No Serviço Nacional de Saúde faltam centenas de médicos em várias especialidades. O que é que se está a fazer no campo da formação para responder a esta situação que põe em causa a saúde das pessoas? Estamos a ficar sempre mais longe do sonho do serviço de saúde do notável humanista, António Arnaut. Não se mede o tempo nem as necessidades do país como compete a qualquer governação. O corpo docente está envelhecido. Os professores portugueses têm em média mais cinco anos do que os seus colegas europeus. Começam a faltar professores em certa disciplinas. Que formação está a ser pensada e realizada para responder ao problema antes de estarmos perante situações dramáticas? E, depois, quem quer ser professor com a indisciplina consentida, com tanta burocracia e muitas vezes com a casa às costas? E assim vamos nós…

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