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Editorial

Abre-se, este mês de junho, ao tempo de verão, já cheira a férias, vêm aí os dias mais longos e mais quentes. Junho é bem o mês da deusa Juno símbolo celebrado como força vital pelos antigos romanos. É o tempo dos Santos Populares e o país, de norte a sul, vive dias de romarias, celebram-se tradições e festas. Vêm estas festividades de eras longínquas, do tempo ancestral em que os homens prestavam culto aos seus deuses. Depois o cristianismo apoderou-se desses cultos, da sacralização de lugares e continuou a prática religiosa que, imemorial, diz-nos que o homem é um ser que tem necessidade de ir sempre mais além numa vivência do espiritual, numa incessante busca do transcendente. Temos, neste mês de junho, a celebração dos Santos Populares em cujo culto podemos ver bem conciliados o sagrado e o profano. Nestes dias em que as tecnologias e os meios de comunicação omnipresentes, parecem banir da realidade todo o sentido do sagrado. Este, ao invés, está hoje mais presente e atuante teimando em transformar a vida dos homens, dizendo-nos que, para lá do imediato e descartável, há valores perenes. E assim, Santo António, S. João e S. Pedro símbolos particulares de vivências cristãs, misturam-se com a realidade das populações e estão na música das bandas, no estrelejar dos foguetes, nos cortejos, no arraial. Festas dos Santos Populares, em que a religião surge como manifestação de vida e a vida genuinamente se manifesta na religião.

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