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As eleições

E todos tivemos a oportunidade de votar para o Parlamento Europeu. Ainda não sei os resultados, as percentagens de votos, os votos em branco e nulos e também nada sei das abstenções, pois à hora que escrevo não possuo quaisquer dados sobre este acto eleitoral. Duma coisa estou certo é que na campanha eleitoral se falou de tudo menos nas posições que cada partido, inserido nos seus grupos europeus irá tomar, sobre questões concretas que terão reflexo no nosso quotidiano, como questões sobre finanças, impostos, saúde, educação, defesa, , agricultura e pescas, florestas, etc. De nada se falou sobre o que sobre esses e outros assuntos vai ser discutido e votado na Europa e ficámos todos na mesma como a lesma. O que interessa é a cruz, o voto, ir votar porque isso sim é um dever, mas agora pergunto eu, e votamos para quem, porquê e por alma de quem, se nada nos é explicado, ou por ignorância, ou de propósito. O que os senhores deputados querem é o poleiro e o nosso voto. Depois, querem lá eles saber do voto de quem os elegeu… Continuamos a votar às cegas, num símbolo ou numa bandeira sem nos preocuparmos quem de facto elegemos e porquê. Daí advém a abstenção, que tem sido a grande triunfadora desta e de outras eleições que já ocorreram. Soubesse o povo a quem deviam pedir responsabilidades e o que iriam lá defender em nosso nome e a história seria outra. Em minha opinião a lei eleitoral deve ser forçosamente alterada, com círculos nominais e regionais, para sabermos quem é a pessoa que nos representa e desta forma podermos pedir-lhe e exigir-lhe explicações. Apenas nas eleições presidenciais e autárquicas as pessoas, pese embora existirem os símbolos e as bandeiras, votam num nome, numa pessoa que normalmente conhecem e em quem confiam, para ser o seu representante local, quer na câmara municipal, quer na junta de freguesia. Por tal motivo é a eles que as pessoas se dirigem quando necessitam de expor os seus problemas, quando precisam de criticar ou de elogiar. E assim deviam ser as eleições europeias e as eleições para a assembleia legislativa. Devia haver um deputado por cada círculo eleitoral, para que o povo pudesse pedirlhes satisfações e pudesse exigirlhe o cumprimento das promessas que fez em campanha. Da forma como está a lei neste momento, podem decidir o que quiserem contra o povo que o elegeu, porque nunca foi ninguém a decidir e a morte morrerá sempre solteira.

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