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O Prémio Camões e o Prémio Carlos Magno

O Prémio Camões deste ano foi para o maior país de língua portuguesa, com duzentos milhões de falantes, o Brasil. O músico, escritor, dramaturgo e ator brasileiro Francisco Buarque de Hollanda foi o vencedor do mais importante galardão a atribuir à personalidade que contribua para o enriquecimento literário e cultural da língua portuguesa. Conhecido como um dos maiores nomes da música popular brasileira, com oitenta discos lançados, a encantar os seus muitos apreciadores, começou a escrever aos dezoito anos. Na carreira literária, foi vencedor de três prémios Jabuti, o de melhor romance do ano 92, com a obra “Estorvo”, editado pela Companhia das Letras, o prémio atribuído ao romance “Budapeste”, em 2004, e o atribuído à obra “Leite Derramado”, em 2010. Relativamente à representação, publicou “Roda Viva” em 68, “Gota de Água” em 75, “Calabar”, em 72 e Saltimbancos em 77. O Prémio Carlos Magno foi pela primeira vez conquistado por um português porque contribuiu para a unidade da Europa. Trata-se de António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas. Este prémio começou a ser atribuído em 1950 pela cidade de Aachen, na Alemanha. Como curiosidade, digo que esta distinção já foi atribuída a figuras como Jean Monet, Papa Francisco e Emmanuel Macron, entre muitos outros. Este galardão foi entregue em 30 de maio ao Engº. António Guterres. Na circunstância, apelou à Europa que defenda com mais vigor o multilateralismo, atualmente ”debaixo de fogo”, garantindo que, pela sua parte, continuará a defender de forma apaixonada o pluralismo e a tolerância. Argumentou ainda que a União Europeia tem grande responsabilidade na defesa da tolerância e do diálogo. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, felicitou Guterres, tendo vincado a ideia de que o secretário-geral das Nações Unidas é um exemplo e uma demonstração do que Portugal tem de melhor.

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