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Onde mora o civismo?

De vez em quando, vou assistindo a algumas cenas que me deixam perplexa. Cena 1: passou-se em Torres Novas. Um jovem condutor decide abrir o vidro com a viatura em andamento e manda janela fora algum lixo. Meu caro jovem condutor: o que tu fizeste não tem perdão. É nojento. Dá multa. É feio. Não sei onde aprendeste a fazer o que fizeste. Mas decerto não te custaria nada deixar o que mandaste pela janela fora dentro do carro, num cantinho, e deitar fora na próxima paragem. Não sei se já ouviste falar de etiqueta e de ambiente. Já para não falar de outras coisas como o respeito, o civismo e a boa educação. Não sei de que planeta vieste, mas decerto terá sido de um planeta em que estas coisas não se aprendem. Cena 2: não vi, tomei conhecimento no Facebook. Distrito de Santarém. Alguém decidiu arrastar um cachorrinho bebé dentro de uma caixa, atada a um carro. Não sei quem o fez. Mas gostava de perguntar algumas coisas
a esta pessoa. Qual foi o intuito? O que lhe fez o cachorrinho? O que lhe passou pela cabeça? Onde mora o seu coração? Não sou perfeita. Ninguém é. Mas todos os dias dou o meu melhor para que o mundo seja tão agradável para mim e para os outros. Para a minha família, para os meus vizinhos e para as pessoas que não conheço de lado nenhum, mas que partilham comigo este espaço chamado planeta terra, mais concretamente Portugal, Torres Novas e arredores. E outra coisa: o que temos nesta vida é sempre o reflexo do que fazemos, e normalmente a dobrar. Portanto, jovem do lixo e jovem ou adulto do cachorrinho: oxalá o lixo nunca volte para trás e oxalá nunca ninguém vos arraste pela estrada fora. É que não deve ser nada agradável. Procurem bem  e encontrem o civismo. Ele deve ter-se perdido algures no lixo, ou numa estrada perto de nós.

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