Home > editorial > Editorial

Editorial

Celebra-se neste mês de Maio o Dia Internacional da Família. Com esta efeméride pretende-se chamar a aten- ção para a importância da família na estruturação da sociedade e na construção do ser humano; pretende-se dar relevo à família como instituição de relações de proximidade, fundamentais para o desenvolvimento equilibrado da criança e do jovem. É nela que se partilham as primeiras experiências de vida, se recebem os primeiros gestos de amor. O nosso tempo vê a família tradicional entrar em profundas mudanças e a enfrentar profundas crises. Por muitos motivos poderíamos dizer que a família já não é o que era. Alguns dirão que a família, nos tempos que correm, está mais fragilizada. Porém, diríamos que ela será se souber emergir da crise educativa; se souber responder à crise de autoridade; se souber adaptar-se ao mundo das novas tecnologias. Sabemos bem que a família já não tem o mesmo peso educativo e que a autoridade dos pais perdeu o seu peso tradicional; sabemos bem como o telemóvel, as redes sociais centralizam a atenção dos jovens mais do que a voz do educador. Não vale a pena ficarmos prisioneiros do passado ou deixar-nos enredar pelo pessimismo em relação aos novos tempos. São assim as coisas. A histó- ria move-se. A família evoluiu ao longo dos milénios. E ela, que é construtora de vidas, continua a transformar e a transformar-se É preciso, hoje, procurar caminhos que não abram feridas mas saibam adaptar-se com prudência às novas situações. A família será sempre um lugar de afetos. Quando todas as portas se fecham é o mundo familiar o último reduto onde dois braços estão dispostos ao acolhimento. Saibamos defender e preservar a família como um valor perene nestes tempos em que tudo parece ser relativo e efémero.

Deixe-nos o seu comentário pelo facebook