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A vida e…

Todos nascemos numa precisa hora de um certo dia sempre com a certeza de que numa imprevista hora de um certo dia, a nossa vida terá um fim. Quando e como será nunca o saberemos e isso é um bem que nos coube, pois se o soubéssemos queríamos alterar a hora e data do destino e isso provocaria guerras e contendas, sem nunca se alterar o fim de cada um.

Dizia-me um meu director na Banca, para eu não “morrer de véspera”, primeiro porque nunca o conseguiria, depois porque nunca se pode enganar o destino de cada um.

A vida, a vida de cada um de nós deve ser vivida o melhor possível, em paz, em harmonia, em amor, pois dessa forma valerão a pena os tempos que por cá andamos. Daí a nossa permanente estranheza em que haja tanta guerrilha, tanta inveja e mal querer, tanta luta sem razão de ser, tanta disputa e tanta discussão, que se tornam um flagelo para quem quiser levar uma vida de harmonia e de paz.

Estas “guerras” impedem-nos de pensar e de avaliar das razões de cada um e de encontrar o caminho para apaziguar este mundo, a todos os níveis, desde o político ao social, a começar infelizmente dentro de muitas famílias.

Depois, sem se esperar, sem se cuidar de acautelar a realidade, abruptamente, chega a morte, o tal destino inevitável de cada um de nós, que chega a todos sem excepção. E é só nessa hora que se pára para pensar, para se chorar o passado e a melhor forma de encarar o futuro, sem os nossos seres amados, os nossos pais, cônjuges, irmãos ou filhos.

Na morte há sempre uma mágoa pela perda de um ente próximo, familiar ou amigo, mas todos já sabemos que chegará a hora de cada um, fingindo sempre não saber, pensando sempre que a morte é para os outros.

A morte é sempre um exemplo, uma paragem final, para o nosso percurso de vida. A morte e só ela, se pensarmos bem, é a única coisa na vida que nos ensina que as invejas, as guerras e as disputas nada são quando com ela comparadas. A morte dá-nos sempre a lição de como a vida deve ser bem aproveitada enquanto ela não chegar. Vivamos pois, todos, uma vida feliz, de harmonia, de amor, de fraternidade e de solidariedade, de compreensão, de paz e sobretudo de alegria, pois a nossa hora vai chegar inevitavelmente.

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