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Editorial

Estamos em plena campa nha eleitoral e muito brevemente vamos ser chamados a votar. Não se pretende que o voto seja mais um ritual mas que seja consciente e um gesto nascido dos deveres e dos direitos democráticos. Se me abstenho sou alguém que, de certa maneira, está fora da participação na vida comunitária. Houve um tempo em que nos era negado o direito de votar, hoje, cidadãos em plenitude, somos chamados a decidir, a escolher, neste caso, aqueles que nos representam nos palcos políticos europeus e aí decidem dos nossos destinos. Muitos veem na Europa uma realidade distante e não como, de facto é, uma entidade geográfica, política e social, dentro da qual estamos e de que dependem as nossas vidas. Queixamo-nos do afastamento dos ideais fundadores da Europa que levaram a desvalorizar a solidariedade entre os povos e a servir interesses dos países mais poderosos. Mas não podemos esquecer que um longo período de bem estar, de paz e de vida democrática se deve às instituições europeias cujo equilíbrio e coesão estão sempre ameaçados interna e externamente. São diversos os inimigos que hoje pretendem uma Europa fragmentada e destruída, a começar por alguns líderes mundiais. Lamenta-se, muitas vezes que os poderes do parlamento europeu tenham es- vaziado os poderes dos parlamentos nacionais, mas a realidade neste momento é esta, estamos na Europa com todas as vantagens e desvantagens. E agora o que nos é solicitado é que respondamos ao ato eleitoral. A abstenção é uma fuga à responsabilidade. As próximas eleições podem ser um marco na recusa de novas fronteiras que estão a aparecer e de perigosos extremismos. E a nossa escolha também conta.

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