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Uma força da natureza

A biodiversidade some-se a ritmo alucinante. Com atenção apercebemo-nos do desaparecimento desta ou daquela espécie de mamífero, ave, anfíbio, réptil, peixe. Não falando das plantas ou dos insetos que se esfumam sem se dar por isso, embora depois, como no caso dos insetos polinizadores, soframos as consequências, porventura irremediáveis.

O desaparecimento da biodiversidade não é novo. Ao longo da história geológica houve diversas extinções em massa, a última a dos célebres dinossáurios em resultado do impacto de um meteorito. O que é novo neste ciclo que atravessamos é que a causa se deve a uma única espécie: a nossa.

Utilizamos a Terra ao máximo: todos os recursos estão a ser canalizados em nosso benefício comprometendo a sua utilização por parte das gerações vindouras. As gerações dos últimos 30 anos têm a dupla responsabilidade de terem contribuído para a delapidação rápida dos recursos naturais e a obrigação de alterar esse ciclo antes que seja tarde de mais. Não se trata já, apenas, do desaparecimento do icónico dodó, extinto em meados do Séc. XVII, mas sim de manter as condições que nos permitem sobreviver enquanto espécie.

A conservação dos recursos naturais, incluindo a biodiversidade, a sua utilização de uma forma sustentada, não é apenas um problema ambiental, mas também económico, social, religioso, moral… No aspeto ambiental temos notado, com maior incidência, como nos têm alertado os cientistas, a revolta da Natureza através da intensificação de fogos, tempestades, inundações…A natureza tem todo o tempo geológico, somos nós que estamos à beira do precipício! Uma esperança, no mundo dominado pela hipocrisia, as manifestações dos jovens que, com a sua inocência e firmeza de convicções são, verdadeiramente, uma força da natureza.

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