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“Meninos da escola” reúnem-se a 1 de junho

É interessante constatar que nas conversas dos ex-alunos dos professores Silva Paiva e Oliveira ressalte sempre uma certa nostalgia para retornar à então vila de Torres Novas. Com o escoar dos anos, a “malta” aprecia estes encontros que não requerem demasiada energia exceto para levantar garfo e faca.

 O bando desencostou-se do Muro das Lamentações e planeou o almoço anual que, desta vez, será no próximo dia 1 de junho, no bucolismo da charneca de Alcorochel. Há companheiros que vêm de muito longe para esta reunião e não sabem exatamente quantas viagens já efetuaram desde os anos oitenta do século XX, mas pouco importa. Há mais de três décadas que homenageiam os mestres e revivem o companheirismo.

 Para eles, o bate-papo e a porosidade entre a história e a quimera são essenciais. Uma luta contra a intemporalidade das memórias imutáveis. Por exemplo, as “proezas” do Zeca Fragoso que quase nos fazia mictar a rir. Ainda nos dói o diafragma de tanto galhofar!

 No Portugal de então, o que não era proibido era obrigatório e os professores eram os nossos heróis, embora nos encasquetassem na cabeça os rios e seus afluentes, mesmo os mais insignificantes. E também as linhas férreas, com estações e apeadeiros. Era uma estopada. Mas foram os seus esforços que mantiveram à tona o sistema educacional.

 Nos tempos da escola, esta rapaziada passava horas em intermináveis partidas de futebol e, quando chegava a primavera, eram frequentes as “provas” de atletismo à volta da Praça 5 de Outubro. Como a maioria dos nossos compatriotas, hoje, estes “meninos” continuam a ser grandes desportistas, ou seja, estes “atletas” passam parte das suas vidas a ver a bola na TV.

 É gratificante manter contacto com os primeiros amigos, sem quebra da velha estima que desde esses idos e calmos tempos nos une. Constitui um antídoto à toxidade da vida contemporânea num mundo apressado e louco, onde tudo tem que ser novo e excitante.

 Ocupado com a caça aos judeus e mouriscos de Torres Novas, o inquisidor-geral, D. Pedro de Lencastre, não abancará connosco em Alcorochel. Teremos, isso sim, a companhia do novel escrivão-mor, D. Dagoberto Hormiga que sucedeu a D. Luís Riachuelo. As inscrições devem ser comunicadas a um dos organizadores: Luís Ribeiro, José Augusto Pedro, João Cordeiro, Mourão ou Dagoberto.

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