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Os Rios da Península Ibérica

Os maiores rios da Ibéria nascem em Espanha e desaguam no Oceano Atlântico, com exceção do Ebro, o segundo maior da península, que vai para o Mediterrâneo, daí dizer-se que esta península está inclinada para o mar que nos leva às américas.

 Desde logo, os mares que hoje aqui trago são os internacionais, ou hispano-lusos, a saber, o Tejo, que começa por ser Tajo, o que faz maior viagem, mil quilómetros, assim como o Douro, Duero, em Espanha, o Guadiana ou Odiana e o Minho.

 Relativamente ao Tejo quase pode dizer-se que liga as duas capitais, Madrid e Lisboa, mas não é este rio que abastece estas cidades, e ainda bem porque ninguém gostaria de imaginar ver Lisboa beber a água que em Toledo o rio transporta.

 Acresce que o rio Tejo sofre desvios de caudal para o sul de Espanha, nomeadamente o chamado transvase Tejo-Segura, o que o faz emagrecer, e as chuvas têm sido menos intensas. Além do mais, a cem quilómetros da nossa fronteira, a central de Almaraz também o penaliza e, segundo parece, por alguns anos.

 Quanto ao Douro, o terceiro mais extenso, com novecentos quilómetros, é considerado um dos mais impressionantes rios da Europa, pelos percursos que o leito descreve e pelas paisagens que percorre. Em território português, com duzentos quilómetros, é todo navegável.

 O Guadiana, o quarto mais longo, com oitocentos quilómetros, faz fronteira entre Portugal e Espanha e é navegável desde a foz, em Vila Real de Santo António, até Mértola. Alimenta o maior lago artificial da Europa que é a Barragem do Alqueva, no Alentejo.

 O Minho, com trezentos e cinquenta quilómetros, o mais pequeno destes, tem nascente na Galiza e serve de fronteira entre Portugal e esta região autónoma de Espanha. É o rio da região dos vinhos verdes, das duas margens.

 

                                                    Messias Martinho

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