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A Era do Retangolítico

Antes de mais, referir que a originalidade deste título e a inspiração para a temática desta semana são da autora Tânia Dimas, que amavelmente respondeu afirmativamente a um contacto meu após ter visualizado uma genial intervenção sua numa palestra empresarial. Procurem pelo seu título “101 técnicas para viver na era do retangolítico” que vale muito a pena.

A Tânia Dimas é uma especialista em produtividade, formadora, consultora e investigadora nesta temática que envolve tudo o que a internet e a tecnologia podem estar a impactar nos nossos cérebros. Tem também uma forma muito original e inteligente de nos explicar as diferentes reações a estímulos da parte esquerda e direita do nosso cérebro, e como podemos transportar isso para aprender a lidar com tudo o que nos rodeia no mundo de hoje. Foi nessa sequência que inventou o termo “Retangolítico”, pois na verdade “…vivemos rodeados de retângulos que produzem sons, imagens, informação e… distrações… Mas os mesmos retângulos podem ser motores de evolução e aprendizagem. Computadores, Smartphones, Tablets, todos nos ajudam a sermos
melhores a organizar a nossa vida.” Mas será que somos mesmo?

Esta é a era da informação e dos dados, provavelmente temos acesso a mais conhecimento num dia, que os nossos avós tiveram na vida toda. Mas temos que saber aproveitá-la da melhor forma, aprender a usar a cabeça para depois usar a tecnologia. Com tanta ferramenta que temos ao dispor, é possível fazer muito mais coisas, mas porquê é que não fazemos? Porque é que por vezes sentimos que o tempo passa e parece que não fizemos nada de útil?

O plano que devemos traçar para sermos mais produtivos, segundo a autora, assenta nestas 8 ações: decidir, definir, planear, organizar, delegar, executar, analisar e melhorar. Manter uma atitude positiva, conseguir ter a disposição e energia para definir bem as prioridades de acordo com o nosso plano. Saber limitar o tempo de exposição à internet e manter o balanceamento certo entre aproveitar tudo aquilo em que nos pode ajudar, mas aprendendo a perceber o que são distrações em exagero. Quantas vezes não começámos a pesquisar sobre um produto e 1 hora depois acabámos a ver um filme com quedas aparatosas algures no outro lado do mundo? E acabámos por esquecer a informação valiosa que procurávamos.

Os nossos olhos distraem-se com os sinais, letras grandes e animações, estímulos que nos vão surgindo no ecrã propositadamente colocados pelos sites, pois não nos enganemos, também os produtores de conteúdos têm equipas que nos estudam neurologicamente, e sabem como cativar os nossos cérebros. Temos que os “enganar” com a nossa moderação. Gostaria de terminar deixando 2 excelentes referências sobre estas temáticas para que quiser explorar um pouco mais e claro um agradecimento especial à Tânia Dimas. “Os Superficiais – Nicholas Carr e “The Chimp Paradox – Prof. Steve Peters”.

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