Home > editorial > Editorial

Editorial

Celebram-se, neste mês de abril quarenta e cinco anos de mudança de regime político que nos trouxe a liberdade. Este jornal sofreu as alterações que o novo tempo exigia. Sempre dando voz aos problemas da nossa região; sempre procurando a verdade e a objeti- vidade. Sempre refletin- do os valores cristãos que estão na sua matriz. Por isso, olhando para trás, interrogamo-nos sobre os caminhos que a democracia tem trilhado, sobre as vozes inquietas que chegam até nós, sobre o cumprimento das promessas que então se abriram, sobre a efectivação dos valores da liberdade e da justiça que uma real democracia encerra sempre em si.

Sem dúvida que nas últimas décadas vivemos um enorme desenvolvimento, beneficiámos de grande progresso. Mas sentimos que, se não houvesse tantas vezes má governação, se houvesse mais preocupação com o bem público, menos corrupção e menos sujeição a interesses obscuros, a nossa situação, tanto do ponto vista político como do ponto de vista económico podia estar ao nível dos países mais desenvolvidos.

E, depois, há o poder edu- cativo do exemplo que muito deixa a desejar. O exemplo, como se disse sempre, que vem de ci- ma. Mas sentimos bem que nem sempre os responsáveis políticos se portam à altura e se podem aceitar como exemplo. Muitas vezes, dos deputados, dos partidos, dos políticos em geral, que deveriam servir de modelo de conduta, muitas vezes, não vêm atitudes de comportamento a seguir. Falta a dimensão ética à ação política.

O amiguismo, o compadrio, legislação que favorece determinados interesses, promessas para conquistar votos… levam os cidadãos a interrogarem-se sobre os caminhos que a democracia trilha há quarenta e cinco anos e ao afastamento da participa- ção política. É possível fazer melhor.

Deixe-nos o seu comentário pelo facebook