Home > Colaboradores > Carlos Borges Simão > O orgulho da ciência

O orgulho da ciência

Os avanços da ciência, nesta idade tecnológica, levam muitos cientistas a pretenderem criar o “Homem novo” dotando-o da eterna juventude e da imortalidade. Não estou afirmando nada de novo basta estar atento às notícias e às publicações científicas de enorme tiragem. Todos estes mitos não são novos mas com os algoritmos parece que o homem pode fazer tudo como um feiticeiro da idade da pedra.

Então o homem que hoje conhecemos não existirá mais. Existirá um ser programado para fazer tudo o que o homem, como nós o conhecemos, hoje faz. Chegamos ao desplante de afirmar sem qualquer pejo que esse homem novo substituirá o homem tal como o conhecemos. Nada de emoções, nada de sentimentos, nada de direitos humanos porque a máquina é só máquina ainda que imite, através de circuitos elétricos, o homem humano.

Sempre através da história conhecemos esta ânsia do homem se ultrapassar como se fosse um deus. Também ele quer chegar ao céu, mas a Torre de Babel caiu para sempre, ele queria ser imortal e as pirâmides do Egito aí estão como figuras arqueológicas mortas. O homem que as construiu já desapareceu há muito. Quando os cientistas desse vale encantado situado na América chegarem a tornar reais todos estes mitos, a natureza ou o mesmo homem darão com os burrinhos na água. Quando as invenções substituírem o próprio homem naquilo que ele tem de humano tudo ruirá como um castelo de cartas. Ficarão (se ficarem) as relíquias das ambições absurdas que tiveram a ideia de substituírem o homem porque ele é insubstituível. Mais depressa o homem destruirá este planeta que os cientistas inventarão o Homem novo. Pode ser que este ser que lentamente ao longo de milénios foi habitando o único planeta com vida, que nós conheçamos, seja substituído por outro ser vivo que sem a nossa inteligência conservou a sua burrice.

Deixe-nos o seu comentário pelo facebook