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Vamos falar sobre Doença de Parkinson

A Doença de Parkinson é uma doença crónica que se desenvolve quando determinadas células cerebrais (neurónios) morrem. Estes neurónios produzem uma substância química (dopamina), que ajuda a transmitir as mensagens entre áreas do cérebro que controlam os movimentos corporais. A causa da doença ainda não é conhecida. Estima-se que afeta aproximadamente 1% da população mundial com idade superior a 65 anos. Em Portugal existem atualmente cerca de 18.000 doentes.

 

No que toca aos fatores de risco, o envelhecimento, a hereditariedade e o género masculino são os mais decisivos. Os sintomas da doença começam frequentemente depois dos 55 anos, sendo raros os casos diagnosticados antes dos 40 anos.

A manifestação inicial da doença é, geralmente, um tremor ligeiro numa mão, braço ou perna que pode ser mais intenso em momentos de maior tensão. Com a progressão da doença pode afetar ambos os lados do corpo. A rigidez ou inflexibilidade dos membros ou articulações afeta a maioria das pessoas, os músculos tornam-se tensos e contraídos. A bradicinesia (lentidão dos movimentos) é um dos sintomas o que dificulta a realização de tarefas básicas como comer ou beber. Com o avançar da doença, tarefas simples como sentar, levantar e o andar (implica passos pequenos e arrastados) tornam-se difíceis. Os doentes com Parkinson podem não conseguir realizar movimentos inconscientes como piscar os olhos ou balançar os braços a andar. A caligrafia e a fala podem igualmente ser afetadas. A depressão ou ansiedade são frequentes, bem como as perturbações do sono e da memória.

Não existe ainda nenhum exame específico que permita diagnosticar a doença. Este é feito com base nas manifestações clínicas e nos exames físico e neurológico. A Doença de Parkinson não tem cura, no entanto, a qualidade de vida dos doentes pode melhorar muito com a utilização de medicação específica podendo haver redução de sintomas em até cerca de 75%.

A atividade física deve estar presente, desde o início da doença e durante a sua progressão porque promove a mobilidade e diminui o risco de quedas que são consequência da progressão da doença e das alterações dos movimentos.

Por vezes os doentes com Parkinson perdem a sua autonomia e precisam de ajuda e vigilância permanentes. É fundamental que os cuidadores destes estejam informados acerca das consequências da doença e da sua evolução e se sintam apoiados. Sendo um processo longo e por vezes atribulado, aconselhe-se junto da sua Equipa de Família, pois seja como cuidador ou doente, não deverá caminhar sozinho nesta fase de vida.

 

Por:

Dra. Ana Arnaut,

USF Cardilium

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