Cá vamos, em ano de ce lebração de cem anos de vida deste jornal. Não estamos em tempos fáceis para um órgão de comunicação em suporte de papel. Num tempo em que as televisões servem um prato fácil que vai ao encontro dos desejos de um público sem exigência e sem espírito crítico; num tempo em que as redes sociais parecem levar a informação a todo lado; em que a desinformação é a regra e as fake news (falsas notícias) se espalham e querem to- mar conta da realidade, não é fácil ser jornal que pretende cultivar a verdade e praticar a objetividade com que vê os factos e as notícias.

Temos esta responsabilidade, informar com isenção e rigor. Servir uma região que nem sempre é considerada pelo poder central. É que, infelizmente, ainda essa consideração depende de quem “lá em baixo” tem poder para mexer os cordelinhos. E por aqui, pelos mares provincianos, muitas vezes, uma opinião contrária, uma maneira diferente de ver as coisas, uma crítica, são consideradas como atos hostis.

Mas continuaremos, apesar das muitas dificuldades que se levantam, a dizer, a informar e a mostrar a nossa região.

Temos também esta responsabilidade de um século sobre os nossos ombros e isto é um incentivo para não desistirmos e é um desafio. Continuaremos a responder às solicitações deste tempo. Temos obrigação de aceitar o desafio. Só nós?

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