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Revendo a semana

As comemorações da primeira viagem de circum-navegação ao mundo vão ser da responsabilidade dos dois países ibéricos, como ficou acordado entre os ministros dos negócios estrangeiros de Portugal e Espanha.

Gostei de ver resolvida a polémica causada de início por estas comemorações dos quinhentos anos da viagem iniciada por Fernão de Magalhães, que não foi totalmente portuguesa porque se diz que D. Manuel não mostrou interesse.

Também se acrescenta que Magalhães não foi um traidor, ao ter navegado ao serviço do rei de Espanha, Carlos V, há até uma versão no sentido de que foi tudo combinado para que os espanhóis conhecessem as Molucas, ricas em especiarias. Tudo porque Portugal queria comprá-las aos nossos vizinhos. Teria então o português sido um agente secreto de D. Manuel, para que o negócio tivesse condições mais favoráveis.

Considero portanto que em vez de celebrar as quezílias do passado, portugueses e espanhóis têm de celebrar o futuro, e relativamente aos factos, os historiadores parece concordarem que sem Magalhães nada teria sido feito, mesmo tendo o percurso sido continuado pelo basco del Cano. É que, como se sabe, o nosso navegador faleceu nas Filipinas, a meio da viagem.

Apesar disso, até o Oceano Pacífico recebeu de Magalhães este nome, tal foi a calmaria com que os marinheiros se depararam nessa altura, pois o Pacífico tem fama de ser mais agitado e mais bravo que o Oceano Atlântico.

Proponha-se também a primeira volta ao mundo de Fernão de Magalhães a uma candidatura conjunta dos nossos dois países à UNESCO como património da humanidade. 

De resto, sabe-se que foi o rei de Espanha quem mandou, e o conhecimento dos portugueses que projetou e comandou.

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