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Folheando dois livros

E lendo. Trata-se de duas obras de Miguel Sousa Tavares, a saber, “O Equador” e “Madrugada Suja”, livros que se atravessam no caminho a pedir para serem lidos, por motivos diversificados, ambos com muitos leitores e compradores. O primeiro vendeu mais de 250 mil exemplares e o segundo mais de 90 mil.

 Começo a dizer que também gostei mais de “O Equador”, mas cada leitor tem a sua opinião e é isso que os escritores querem, pelo que neste texto apenas procuro contribuir para que se agarrem os livros, porque não podemos pôr de lado uma ferramenta tão valiosa para rasgar horizontes.

 E digo isto de qualquer livro, por mais limitado que ele seja há de ter algo que nos amplia as perspetivas, por isso não estou a dizer nada de novo, leia-se e escreva-se, comunicando.

 Relativamente a “O Equador”, que já saiu há uns anos (2003), e foi editado em dez países, tem um enquadramento histórico do fim da monarquia, cujo espaço tem a ver com S. Tomé, entre escravos e senhores. Luís Bernardo, personagem central, é convidado pelo rei D. Carlos a ocupar o alto cargo de governador da pequena colónia, para averiguar se lá há trabalho escravo. É que tinha de convencer o cônsul inglês de que a escravatura em Portugal tinha acabado. Estava em causa a produção de cacau. 

 Em “A Madrugada Suja” destaca-se, entre outras estórias, uma aldeia alentejana que se vai despovoando aos poucos, como muitas em Portugal e na Europa, e um dos últimos residentes parte pelo mundo mas não esquece o torrão onde nasceu. É a personagem Filipe que entretanto, nas circunstâncias do seu trabalho se depara com a corrupção política.

 Leituras acessíveis que não cansam o leitor. Leia-se.

 

                                                                         Messias Martin

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