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A arte de furtar

Nos últimos tempos o país tem assistido a inúmeros sobressaltos gre vistas e a protestos laborais. Mui- tos grupos profissionais protestam, sentem-se injustiçados e parece não haver resposta que, de algum modo, satisfaça as suas pretensões.

O governo diz que não pode dar satisfação às reclamações do mundo laboral porque os recursos do país têm limites, não há dinheiro. Há, contudo, um sector para o qual parece nunca faltar dinheiro, é a banca.

Há bancos que se têm revelado como um sorvedouro de dinheiro, como uma goela sempre aberta e insaciável. Para o trabalho nada, para o sector financeiro tudo. Para que o salário mínimo aumente uns míseros euros parece que é preciso uma guerra social; os salários estagnam, mas para a banca não falta todo o apoio apesar de situações mais do que duvidosas que levam a questionar da aplicação que é dada ao dinheiro dos contribuintes.

A situação a que se chegou leva a que esteja a ser criada mais uma comissão de inquérito para saber como foram aplicados os nossos dinheiros. Mas o que sente o cidadão comum é que essas comissões de inquérito para nada servem a não ser para gastar tempo e dinheiro. Alguém entre nós, há séculos, escreveu um livro a que deu o sugestivo título “A Arte de Furtar”.
Para alguns furtar tornou-se de facto uma arte.

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