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De médicos (veterinários) e loucos, todos temos um pouco

Dia Internacional da Vida Selvagem

Por: Drª Telma Gomes

Assinalou-se, a  3 de março, o Dia Internacional da Vida Selvagem. Definido em Assembleia-Geral das Nações Unidas no dia 20 de dezembro de 2013, a celebração do Dia Internacional da Vida Selvagem pretende consciencializar para a fauna e flora selvagens, tornando-se no mais importante evento anual dedicado à vida selvagem.

Anualmente, o tema associado a este dia é diferente: uma forma de direcionar o foco de atuação, de modo a que a intenção não se perca num conceito generalista. Para 2019, o tema é: “vida debaixo de água: para as pessoas e para o planeta”, o primeiro ano que se concentra na vida marinha. E porquê, esta importância?

Todos temos ouvido falar da poluição dos oceanos, na ameaça à vida marinha, mas temos realmente noção do que isso representa, ou limitamo-nos a preocupar-nos com a existência de bacalhau no Natal, sardinha no verão e uma boa praia nas férias? Os oceanos contêm cerca de 200 mil espécies identificadas, embora os números reais possam ascender a milhões. O sustento de mais de três biliões de pessoas depende da biodiversidade marinha e costeira. Na verdade, a vida marinha tem contribuído, ao longo de milénios, para o desenvolvimento humano e civilizacional.
Na atualidade, um longo período de História da Terra e da civilização humana, está a ser ameaçado pela poluição, pelas mudanças climáticas, pela sobreexploração de recursos. É altura de pensar: o que quero deixar para as gerações que hão de vir? E não vale a pena imaginar um futuro longínquo – não, pensemos mesmo nos nossos filhos, nos nossos netos. E sim, todos nós podemos fazer a diferença: num mundo de cerca de sete biliões de pessoas, a diferença começa por cada indivíduo – na reciclagem, na compra sustentável de produtos marinhos, porque não se vende o que não se compra.

Em criança, ao meio dia, tinha encontro marcado com o BBC Vida Selvagem, transmitido na televisão. Sentia-me fascinada com a natureza, com o funcionamento dos ecossistemas, chocada com a brutalidade da cadeia alimentar. Mas, sobretudo, os meus olhos brilhavam, ao conhecer tanto sobre a vida que vive no mesmo planeta que eu, só noutro sítio. Entristece-me pensar que os meus filhos não terão a possibilidade de ver os animais que eu vi, extintos pela desmesurada e insustentável pegada humana no planeta. A mudança está em nós. Aja, hoje!

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