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Uma questão de moral

A moda pegou: levar a tribunal quem se atreve a discordar e denunciar determinadas práticas que nos prejudicam a todos.

Foi assim com o ativista que referiu que uma empresa poluía o Rio Tejo; foi assim com outro ativista, e este é já o 2º caso desta empresa, que se atreveu a apontar a Fabrióleo como causadora da poluição da Ribeira da Boa Água. Agora é um juiz a colocar em tribunal humoristas que se atrevem a ridicularizar as suas decisões.

É compreensível e desejável, que o cidadão tenha o direito de zelar pela sua privacidade não aceitando ser difamado! Não entendo como o Estado é tão célere a julgar estes presumíveis difamadores e, por apatia, permita a continuação das situações que causaram a pretensa difamação.

Um juiz, sabendo que este ano são já 12 as pessoas, onze das quais mulheres, que morreram vítimas de violência doméstica, continua a emitir sentenças que parecem defender o agressor colocando do lado da vítima a responsabilidade por desencadear esse comportamento!

Decisões como esta são um lamentável retrocesso civilizacional aproximando-nos dos países em que, por questões religiosas, as mulheres têm de andar de cara tapada ou são mutiladas. Aceitar que um homem, normalmente mais forte fisicamente possa agredir, a murro, uma mulher e que essa agressão pode ser justificada seja de que forma for é inconcebível!

Parece que este crime não tem a ver com uma questão económica dado que atinge todas as classes sociais, mas antes com uma grave deficiência moral do agressor.

Penso que é este o problema deste juiz que continua a emitir decisões polémicas, não salvaguardando os direitos dos cidadãos, homens ou mulheres, por isso mesmo gostaria de o ver exonerado, e não protegido por pares, senão através da lei, pelo menos por uma questão moral.

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