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Mascarados nem vê-los

Na semana passada passámos por Alfeizerão e reparámos em dois carros alegóricos cheios de foliões. Ficámos a observá-los e recordámo-nos do Carnaval que se fazia na nossa terra há mais de 20 ou 30 anos. Dava gosto participar no corso carnavalesco de Torres Novas ao longo da avenida. As pessoas agrupavam-se, encavalitavam-se para nos ver passar. Vinha gente de todo o concelho. Atirávamos papelinhos e serpentinas coloridas ao longo do percurso.

Passado uns anos esta época morreu por cá. Apenas as crianças e os jovens das escolas saem à rua, onde os pais, avós e pouco mais assistem. E não há um corso único. Cada escola desfila perto do seu estabelecimento. Não achamos bem porque assim se tivermos filhos, sobrinhos em cada escola temos de optar onde ir e não é justo.

Senhora Autarquia e afins será que podem começar a pensar em reerguer o Carnaval torrejano em 2020? Ou terão receio das ideias luminosas dos participantes? Afinal esta época é uma sátira à sociedade política local, nacional e internacional. E Carnaval português que se preze tem de fazer rir, brincando. E não é necessário
grandes indumentárias, basta apenas que se vista com algo engraçado e saia para a rua. O povo precisa de libertar as angústias e irritações que se vivem ao longo do ano. E por cá temos muito que nos irrite ao ponto de termos receio de respirar o ar assassino vindo da Ribeira da Boa Água; o cheiro a gás que paira junto do Pingo Doce do Nicho. Já para não falar do medo que sentimos ao passar no centro histórico não vá um barrote ou um telhado cair em cima da nossa cabeça. Não esquecendo que daqui a nada os utilizadores do TUT da linha vermelha para além de pagarem o passe mensal vão ter de empurrar o autocarro porque o veículo nas subidas vai a passo de caracol e até já tem parado. Por falar nos urbanos gostaria de saber onde pudemos ver o resultado dos inquéritos que andaram a fazer aos passageiros?

E como não há mascarados vamos mas é para a Nazaré comer uma açorda de marisco e depois assistir ao desfile carnavalesco ao sabor das ondas que beijam a rocha do Guilhim. Sejam felizes com ou sem máscara.

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