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Editorial

Nesta sociedade com tanta conquista científica, com extraordinário desenvolvimento tecnológico é estranho que a fome seja ainda um flagelo que atinge um tão elevado número de seres humanos. E não estamos a falar do chamado terceiro mundo, falamos da nossa terra bem integrada na Europa e fazendo parte do mundo desenvolvido. Nem nos referimos às pragas da Idade Média. Estamos no século XXI. Sociedade estranha… ao lado da miséria e da pobreza vive a civilização do esbanjamento e do desperdício. Felizmente que, onde falha o Estado, há instituições que tentam responder a problemas como a fome e assim tornam mais suportável a vida de muitos seres humanos. Estão entre essas instituições a Ação Social da Igreja e o Banco Alimentar contra a Fome. E sabese que os pedidos de ajuda têm aumentado. Apesar do desemprego ter diminuído, há pessoas que, vivendo do seu trabalho, continuam na pobreza e sujeitas à fome. Em muitas situações, o salário não chega para as necessidades básicas do agregado familiar. É mais um sinal do desequilíbrio social e do mundo injusto em que vivemos em que uns têm tudo e outros vivem à míngua. A fome combate-se com justo salário e mais justiça social. Dar de comer a quem tem fome continua um mandato bem atual e a que não devemos fugir.

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