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Choral Phydellius – Que bela prenda de anos

No passado domingo, dia 6 de Janeiro de 2019, foi dia do meu aniversário e completei a bonita idade de 72 anos. Acordei muito bem disposto, a cantarolar e a sorrir, o dia estava divinal, com um céu azul límpido e claro, com uma luminosidade rara. Juntei-me aos meus filhos e noras e fomos de abalada a uma terra próxima, onde almoçámos em ambiente festivo. No regresso e com a tarde a avançar, era urgente chegar à igreja do Carmo para assistir ao Concerto de Reis pelo Choral Phydellius de Torres Novas. Quis o destino que eu chegasse mesmo em cima da hora, mas tive sorte, pois alguém colocou a indicação de “reservado” no primeiro banco e depois de perguntar ao amigo Gualter para quem eram aqueles lugares ele me responder, se são para outros, podem ser também para ti. E eu, sentei-me, naquele lugar privilegiado para ver bem e escutar melhor o meu Phydellius, a quem dediquei com a minha falecida esposa, mais de 50 anos da nossa vida. E o concerto foi espectacular. Desde o Coro Juvenil, muito afinado e dando já mostras de que ali está o futuro da Instituição, aos duos instrumentais e vocais e terminando em beleza com o Coro adulto, tudo naquele fim de tarde foi magnífico, fazendo-me ficar extasiado e grato por esta prenda de aniversário e saudoso, como muitos ex-elementos que assistiram ao concerto. Considero que este concerto foi dos melhores a que assisti, pela apurada afinação e interpretação, que tanto o coro como os solistas nos proporcionaram. O coro e alguns solistas foram acompanhados pelo jovem pianista Duarte de Almeida, que é já uma certeza no nosso Conservatório e que tem um futuro muito promissor à sua frente. Estamos na presença, que ninguém duvide, de um grande pianista, a nível nacional, onde tem obtido inúmeros prémios e quiçá a nível internacional. Quanto ao Choral Phydellius, dirigido superiormente pelo maestro João Branco, só lamento que este e outros concertos não mereçam mais divulgação, quer nas rádios, quer nas televisões nacionais. Aqui deixo um alerta, nestas palavras despretensiosas, para que os responsáveis pelas programações dêem a conhecer o Phydellius a todo o país, pois pela sua superior qualidade é digno de ser apreciado e de ser reconhecido o seu real valor, pelo país inteiro. Espero para ver, convicto de que Torres Novas saberá agradecer todo este percurso de trabalho e amor pela arte do “seu” Choral Phydellius”.

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