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Peregrinação para a unidade dos cristãos

Decorre, de 18 a 25 de janeiro, a semana de oração pela unidade dos cristãos. Os crentes das diversas Igrejas, Católica Romana, Ortodoxa, Protestante e diversas Confissões Cristãs são chamados a rezar, particularmente nesta semana, pela união de todas as Igrejas que seguem Jesus Cristo conhecido pelas Escrituras. É o denominado Movimento Ecuménico. Parece uma contradição estar separados e encontrarem-se para rezar pela união de todos. Mas, na realidade, mostra que as Igrejas cristãs, apesar das suas divisões históricas, assentes em razões muito complexas, não esqueceram o pedido de Cristo ao Pai antes de partir: “que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em mim e Eu em ti; para que assim eles estejam em Nós e o mundo creia que Tu me enviaste” (Jo 17, 21). Esta preocupação comum pela unidade tem crescido desde o início do século XX. O dinamismo inicial veio do Protestantismo, seguido depois pela Igreja Ortodoxa e mais tarde pela Igreja Católica, esta sobretudo depois do Concílio Vaticano II que considerou este Movimento Ecuménico como uma graça do Espírito Santo.

No ano passado, em 2018, comemoraram-se os 70 anos do Conselho Mundial das Igrejas (CMI), Organismo que anima e coordena este movimento. O Papa Francisco quis participar pessoalmente nesta comemoração e, para isso, no dia 21 de junho passado, deslocou-se propositadamente a Genebra, sede deste Conselho, numa Jornada de 12 horas. Perante os presentes que o acolheram cordialmente, o Papa Francisco declarou que a sua presença era a manifestação do empenho da Igreja Católica pela causa ecuménica e para encorajar as Igrejas membros deste organismo mundial no seu trabalho pela unidade dos cristãos. Comentando o tema da jornada (“caminhar, rezar, trabalhar em conjunto”), o Romano Pontífice afirmou que apenas juntos se caminha bem e que não se progride no caminho se não se progredir no perdão e na conversão, segundo a expressão emblemática das Igrejas membros “Peregrinação de Justiça e de paz”.

No regresso a Roma, durante a conferência de imprensa no avião, o Papa resumiu a sua apreciação da jornada com a palavra “encontro”. Na sua opinião, o que se tinha passado de importante na visita ao CMI foi um “encontro” humano e cristão de pessoas que se aproximam e dialogam para reconhecer a riqueza de cada confissão. Não um mero encontro formal de cortesia mas de amigos apostados na mesma preocupação de testemunhar a fé que, de forma confiante e positiva, partilham os seus pontos de vista. O encontro, com a ajuda do Espírito Santo, ajuda a ultrapassar o muro das suspeitas, dos medos e a avançar para a comunhão. Eis uma boa inspiração para vivermos a semana de oração pela unidade dos cristãos que este ano tem como tema: “Procurarás a justiça e só a justiça”.
Peregrinação

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