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De médicos (veterinários) e loucos, todos temos um pouco

Comportamentos dos animais em épocas festivas

Por: Drª Telma Gomes

Épocas festivas. Para nós, como o nome indica, uma alegria. Festa. Convívio. Luzes e som. Esta é, talvez, a época festiva por excelência, no ano. E para os nossos bichos, será mesmo assim? Como em tudo, depende de cada animal. No entanto, como seus detentores, devemos zelar pelo seu bem-estar e segurança. Há gatos que desenvolvem cistite idiopática depois de uma noite de convívio e festa lá em casa, cães que partem janelas ao ouvir os foguetes da passagem de ano, lá fora. Como protegê-los? Em primeiro lugar, conhecendo-os, usando tempo na observação do seu comportamento. Só assim se poderá antecipar um comportamento resultante de uma reacção exagerada por medo ou desconforto. Para conhecer melhor o seu animal, procure introduzi-lo, lentamente e gradualmente, em ambientes diferentes. Em vez de começar logo com uma jantarada lá em casa para um grupo de dez pessoas, porque não convidar primeiro um casal amigo, e ver como o patudo se comporta? Deixá-lo socializar, se bem entender, deixá-lo encontrar um esconderijo em casa onde se sinta seguro e de onde não o irá tirar, forçando o contacto. A compreensão pelo processo gradual de que o animal poderá ter de passar para se habituar a novas pessoas e ruídos é a regra de ouro. Começa com a socialização, em cachorro, com o contacto com diferentes estímulos. No caso dos gatos, estes também podem e devem ser socializados enquanto crias, mas, como característica do seu comportamento, é natural que não gostem de mudanças na rotina, e devem ser protegidos dessas mudanças. Portanto, na prática: as épocas festivas devem começar a ser preparadas com antecedência para os nossos amigos de quatro patas. Socializar, conhecer, proteger. Se o seu animal não gostar de visitas em casa, se for tímido, não force o contacto. Isso só irá aumentar o stress e poderá induzir comportamentos indesejados. Antes, assegure-se de que o animal tem um local em casa que seja “seu”, onde se sente seguro, e deixe-o ficar, confortável, com acesso às necessidades básicas: comida, água, areia, no caso dos gatos. Com estes, pode ainda recorrer a feromonas sintéticas que são aplicadas no ambiente e reproduzem um ambiente calmo. Fale com o seu veterinário. Também deverá falar com o seu veterinário, com antecedência, se souber, à partida, que o seu animal desenvolve, apesar de toda a protecção em casa, comportamentos potencialmente destrutivos. Poderá ser-lhe recomendado um calmante natural ou químico, para ajudar o seu amigo e a família a ficarem mais seguros. Em suma: Antecipar, socializar, conhecer e proteger. O seu patudo conta consigo para todos os momentos, não apenas os bons e tranquilos, mas também para aqueles em que a sua fragilidade é posta à vista. Proteja-o! Boas-festas.
Celebra

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