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Dia Mundial da Paz

Em 1967 o Papa Paulo VI instituiu o Dia Mundial da Paz a ser celebrado no primeiro dia do ano. O papa confrontava-se com um século em que o mundo – e sobretudo a Europa – mergulhou sucessivamente em guerras devastadoras. Nesse ano da proclamação do Dia Mundial da Paz, pendiam sobre a humanidade as ameaças da “guerra fria”, mostrando que o homem não havia aprendido nada com os conflitos anteriores e parecia escolher a via do conflito para resolver os problemas entre os estados. Perante isso, o Papa quis criar um dia especial de reflexão e de ação que chamasse os homens aos caminhos do diálogo e da concórdia. É um dia de celebração e ao mesmo tempo de desafio para a construção de um mundo de paz. Para 1919 o tema que o Papa escolheu para este Dia Mundial é: “A boa política está ao serviço da Paz”, e fala-nos da paz como “uma flor frágil”, diz-nos que ela está ameaçada quando a política “não é vivida como um serviço à comunidade”. A política que não respeita a vida, a liberdade e a dignidade é um factor de violência. O Papa diz-nos que a Paz é um bem precário, sempre ameaçado e que assenta em valores sem os quais os homens em vez de boa vizinhança vão por caminhos de violência e de destruição. É necessário também, para a harmonia e boa convivência, que os políticos estejam ao serviço dos povos e que combatam a corrupção e a injustiça.

A proposta do Papa para o Dia Mundial da Paz é um apontar de caminhos que conduzam a realidades diferentes daquelas que a humanidade vai trilhando. Vemos tantas regiões do mundo mergulhadas em conflitos; vemos nos líderes mundiais uma cer- ta desorientação que não proporciona uma “boa po- lítica”. A paz não se constrói espontaneamente mas depende do esforço e da boa vontade de todos os homens. O Papa diz-nos que é possível um mundo melhor.

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