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O futuro vem aí

A chegada de um novo ano é sempre motivo de esperança. Esperança que o futuro seja melhor do que o presente. Há um século a Europa saía de uma guerra em que se tinha afundado em sofrimento e morte; deixava para trás a terrível hecatombe que foi a Primeira Guerra Mundial. Certamente que, então, havia promessas de nunca mais a humanidade ser arrastada para uma calamidade tão destrutiva. Qual quê! Em breve tínhamos aí a Guerra Civil de Espanha que deixou no tempo tanta ferida por sarar; caíamos na 2ª Grande Guerra imensamente mais mortífera do que a 1ª e vinha aí a “guerra fria” que deixou em suspenso sobre a humanidade a ameaça global da destruição nuclear. O que aí vem nós não o podemos prever. Mas ao olharmos para o passado, não temos motivos para depositar muita confiança nos homens que dirigem o mundo e comandam os cordelinhos da história.

2018 termina com muita apreensão e muita inquietação sobre o estado presente da humanidade. Muitos perigos ameaçam a democracia e põem em causa o que pensávamos serem conquistas sólidas do ocidente. A intolerância, o racismo parecem ganhar terreno e pôr em causa a liberdade e a convivência pacífica; não se tomam medidas que efectivamente salvaguardem o avanço da destruição do meio ambiente. Olhando para o mundo diríamos que há muitos sinais de que a democracia chegou a um estado de cansaço.

Entre nós, no próximo ano, vamos ter três actos eleitorais o que normalmente deveria significar reforço da democracia, participação cívica. Temo que seja ocasião de promessa eleitoralista, conflito e propaganda.

Contudo sei que o futuro vem aí e que a luta pela liberdade e pela dignidade vai continuar. Que venha um tempo novo com o novo ano!

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