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Setenta Anos

Na semana que decorre comemoram-se setenta anos da aprovação da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A partir deste documento ninguém poderá dizer que “não sabia”. Há um documento escrito e aprovado pela Assembleia das Nações que impõe um conjunto de normas que imperativamente obrigam a ser respeitadas. Temos aí a tentativa de salvaguardar e defender um conjunto de direitos que reconhecem a todo o ser humano a mesma dignidade.
Mas, passadas sete décadas, este documento está longe de ser cumprido, é ignorado e torpedeado em muitas regiões do mundo, continua a ser um ideal a atingir pela humanidade. As Nações Unidas reconhecem a mesma dignidade a todo o ser humano e obrigam todos os Estados a reconhecerem essa dignidade e a defenderem a liberdade, a justiça e a paz. Mas olhando para o mundo dos nossos dias, tão conturbado por conflitos, tão marcado pela denegação da justiça, em que a tantos seres humanos são negados os mais elementares direitos para viverem uma vida digna, teremos que reconhecer que a Declaração dos Direitos é letra morta para muitos Estados.
De qualquer modo essa Declaração é a afirmação de que há um caminho que tem que ser respeitado para que todo o homem seja reconhecido na sua humanidade. E, apesar de estarmos longe de cumprir o que esse documento obriga, e de podermos falar até de retrocesso no campo dos direitos humanos nos nossos dias, não custa admitir que o mundo estaria muito pior se não tivéssemos a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Esta, apesar do presente sombrio, permite-nos ter esperança no futuro.

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