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Advento tempo de esperança

Quando o homem vive, suporta, circunstâncias de grande calamidade ou sofrimento, mesmo na situação mais escura, acalenta sempre a esperança de que as coisas melhorem e que passe a tempestade: «A esperança é a última a morrer». Se assim é, foi contudo o cristianismo que introduziu na história um ritual de esperança. E o Advento – tempo litúrgico que agora celebramos – é a quadra onde mormente esse ritual se evidencia. Esperamos o quê? Esperamos um mundo novo onde a espada se transforme em charrua e o lobo conviva com o cordeiro, em suma um tempo de paz; esperamos a vinda de um Menino, nascido na pobreza e no despojamento, apontando-nos para o renascimento e renovação de vida. E neste ritual de esperança, para o cristianismo, há mais do que expectativa, há a certeza de que esse Menino é a Salvação. Por isso, este é também um ritual festivo. Mas a festa que celebramos está em contradição com a festividade do consumo e da ostentação que hoje incita multidões.
Para além das correrias e do triunfo da publicidade, da multidão fantástica carregando embrulhos, do barulho das músicas e do esplendor das luzes, há outra realidade, mais silenciosa e mais serena. Há a proposta de procurar um sentido profundo para a vida no exemplo de um menino que nasce no silêncio da noite numa pobre gruta.
Assim, neste ritual de Natal, ritual de esperança, o cristianismo propõe um mundo novo, um mundo em contradição com os valores do poder, da força e da riqueza. Mais do que esperança temos a certeza: Todas as coisas serão renovadas.

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