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Não somos donos da terra

Em 2015 líderes mundiais, ambientalistas, cientistas, reuniram-se em Paris onde acordaram sobre as medidas a tomar para responder às alterações climáticas que põem em risco a vida no planeta Terra. Ora, passados estes anos ainda as cláusulas do Acordo de Paris não foram implementadas. Hoje mesmo, líderes mundiais, ambientalistas cientistas estão reunidos algures na Polónia para tornar efectivo esse tal Acordo de Paris e tomar medidas sobre o clima. Entretanto reúnem, almoçam, tiram fotos, mas é débil a esperança de que daí saiam medidas eficazes. Dentro de dois ou três anos voltarão a reunir-se num canto qualquer deste mundo que tão conturbado e ameaçado vai. Eles sabem que é urgente, inadiável, tomar medidas. Será que os líderes mundiais querem fazer alguma coisa para encontrar respostas para o problema global ou fingem apenas? Porque nada de eficaz está a ser feito e as alterações climáticas são uma ameaça que os poderosos parecem não querer travar. É a própria ONU que nos diz que as consequências das alterações climáticas nunca foram tão graves. Temos aí o que já parece inevitável: um desastre global. E nada ou muito pouco está a ser feito para contrariar esta situação. A comunicação social dá notícia de verões mais quentes, de incêndios mais graves e em maior número, do degelo polar, da subida dos oceanos. Estamos a assistir à extinção de animais e plantas. Quando a humanidade estiver perante o cataclismo saberá que é tarde para uma resposta. Os homens de hoje não são donos da Terra e não devem vendê-la por inconsciência ou por ambição negando o futuro à humanidade.

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