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100 Anos de mensagens e reportagens

Quando saímos das entranhas da nossa mãe o destino apresenta-se sob a forma desfigurada. Somos um ser pequenino que ao longo do crescimento se vai desenvolvendo como é natural. Vamos criando a nossa própria personalidade, passando por diversos estágios de experiências. A escola dá-nos o conhecimento, estudamos, mas aquele dom muito peculiar nasce connosco. Temos é de saber desenvolvê-lo consoante os nossos objetivos e os nossos sonhos.  Não podemos desistir. Temos de sair da gaveta e abrir a nossa caixa de Pandora se é isso mesmo que queremos.

Desde que aprendi a escrevinhar as primeiras letras que senti o dom pela escrita cria- tiva. Ouvia muitas histórias contadas pelo meu avô materno e pelo meu pai. Vivi a minha infância em contacto permanente com o campo. Cresci com a natureza cravada no meu pensamento.

Quando entrei na adolescência escrevi muitos poemas tristes, inspirados pela poetisa Florbela Espanca. Ficavam armazenados em cadernos pautados.

Na escola secundária tive a 100 Anos de mensagens e reportagens coragem e determinação de entregar um poema ao meu professor de Língua Portuguesa (Professor Borges Simão) para ser publicado no jornal O Almonda. Estávamos no Natal de 1989. Fiquei muito contente quando o vi publicado. Recordo as horas que passava de caneta na mão a escrever e todas as semanas ia entregar na sede do jornal o que escrevia. Naquela altura ainda não tinha computador. Mas funcionava tudo muito bem. Nunca mais parei.

Anos mais tarde passei a escrever artigos de opinião. Senti o feedback dos leitores. A minha sinceridade e frontalidade nem sempre é bem aceite, mas quero que saibam que ao dizer as verdades não é faltar ao respeito a ninguém. Preocupo me com a minha terra e como é gerida. Sou uma pessoa que luta contra as injustiças e por isso sou em algumas vezes mal interpretada.

Neste ano de 2018, em dezembro, faz 28 anos que sou colaboradora deste gran- dioso jornal que celebra 100 anos de vida. Todos fazemos parte deste corpo enorme. A velha guarda infelizmente deixou-nos mas nunca os esquecerei. Deram muito de si, da sua sabedoria ao longo dos anos.
Foram o pilar para o equilíbrio para que o jornal não se afundasse.

E agora vieram os novos. Estão a aprender e com certeza que irão dar os seus frutos. E por vezes existem as mudanças com decisões estranhas, mas nem tudo é conforme idealizamos. Para terminar convido a população em geral para irem amanhã (sábado) ao Convento do Carmo, pelas 15 horas, assistir à comemoração do centenário do jornal O Almonda. Bem hajam a todos

 

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