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Por muitos anos

“O Almonda” comemorará em breve cem anos de vida. Decorrido um século, apraz-nos comprovar que os fundadores ganharam a aposta. É fácil constatar que o jornal mantém a sua missão de informar, estimular e criticar, ao mesmo tempo que se vai adaptando aos novos tempos, com maior presença feminina e um formato redesenhado. Desde a sua criação, tem testemunhado mudanças profundas: transformações económicas, agonia do sector primário, desaparecimento de grandes empresas fabris, avanço do cimento, batalhas ambientais, alterações políticas e progressos sociais. Toda uma história contada semana após semana, como na actualidade. Se, por um lado, divulga o que alguns prefeririam que não fosse sabido, também não será menos verdade reconhecer que tem servido de veículo para uma certa doutrinação ideológica. Apesar dos altos e baixos, os torrejanos devem estar gratos pela existência de um jornal local deste calibre. Especialmente hoje, quando temos notícias ao minuto, mídias sociais e que uma variedade de problemas faz que as notícias sejam cada vez mais irritantes e depressivas. É bom ter acesso a quase todas as notícias sobre o que acontece na cidade e no concelho. O “nosso” semanário é um órgão informativo por excelência, um divulgador de opiniões e construtor de ideias. A comunidade precisa de saber o que está a acontecer. É uma questão de conexão: pessoa que conhecemos ou cuja família era nossa conhecida, locais onde crescemos e lugares que nos são tão familiares que qualquer um notará as suas menores alterações. A leitura de um jornal regional fortalece a colectividade e faculta uma base comum impossível de encontrar nas grandes urbes. Cumpre louvar aqueles que participaram nesta longa caminhada e, bem assim, quem continua a moldar o futuro de “O Almonda”. Agradecemos aos profissionais e amadores que fizeram parte das sucessivas equipas e àqueles que colaboram neste projecto. E – ainda mais importante! – reconhecer que sem os leitores, não teria sido possível chegar aqui. Esta caminhada começou em 1917. Fazemos votos que continue: “ad multus annos”. Torres Novas agradece.

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