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Notas da semana

A aprovação do orçamento do estado de Portugal de 2018, como todos os outros de anos anteriores, tem um ritual que dá para pensar, sobretudo porque as oposições, nunca apontam medidas positivas, quando contestam. Apontam sim perda de oportunidades do governo, e porque para o ano há eleições, rotulam-no de eleitoralista, e quem está no governo faz tudo para continuar no poder. Mas, à partida, e porque não é a minha seara, como cidadão diria contudo, que oferecer manuais escolares a todos os alunos, no valor de 160 milhões, e baixar as propinas, cujo montante não retive, talvez não sejam prioridades. Esse dinheiro poderia ser para investir em residências para estudantes, que não existem, sobretudo nas grandes cidades, onde um quarto de dormir está a custar uma fortuna, que os pais não podem pagar. Por outro lado, um défice de 0, 2 ou 0,5 é aceitável, como também o é baixar a dívida. Trata-se apenas de exemplos ligeiros que me ficaram das muitas discussões do parlamento, donde tiro, como já noutras vezes aqui expus, que são muitos deputados para apreciar tudo o que nos diz respeito, como esta medida muito específica do orçamento, quando metade fariam aquele trabalho. Noutro enquadramento, as antevisões dos jogos de futebol na televisão são matéria de pouco interesse, porque os treinadores respondem com as repetidas frases “vamos jogar para ganhar”, “o onze que vai jogar logo se vê”, e “o adversário está bem orientado”. Isto é ruído, não é informação. De um modo geral, o discurso dos desportos não é educativo. Num terceiro tema, incluiria a migração de dez mil cidadãos das Honduras, da América Central, a caminho dos Estados Unidos, com travessias de rios e muitos obstáculos, sem saberem o que os vai esperar, perante as ameaças do presidente americano que já guarneceu a fronteira com o México, para impedir que passem a barreira. Quem poderá ajudar tanta gente, sem nada para a subsistência! Por fim, a eleição de Bolsonaro, do Partido Social Liberal, simpatizante de Trump, para a presidência do Brasil, é facto que pode redundar em mais desestabilização na política internacional, a ver por algumas medidas anunciadas na imprensa. Os brasileiros precisam de segurança interna, de investimentos para criar emprego, como todos os povos, mas não se sabe se com armas para todos poderá ser o caminho seguro.
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