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A arca de Noé

A biodiversidade desaparece a um ritmo alucinante. Assisti já ao desaparecimento de algumas espécies nomeadamente de peixes. Na lufa-lufa diária não damos a importância devida este facto. Perante as graves convulsões mundiais que nos interessa que desapareça esta ou aquela espécie de planta ou animal? Recentemente foi editada e estratégia nacional para a conservação da biodiversidade. Uma das ideias chaves do documento, que reflete a preocupação Europeia e Mundial face a esta hecatombe, é a de que biodiversidade contribui para identidade das regiões e dos países. Cada povo tem a sua história, cultura, características, que, entre outros aspetos, são reflexo das condições edafoclimáticas e da orografia dos locais onde vivem. A diversidade de seres vivos que aí existem é também um importante elemento identificativo que lhe confere individualidade. Não é esse único motivo que nos deve levar a envidar todos os esforços na preservação da diversidade da vida. Para além de razões económicas, sociais ou morais é curioso pensar que somos o ser vivo que utiliza mais recursos ambientais e aquele que tem uma alimentação mais variada, razão maior para o seu uso sustentado. Para a destruição da biodiversidade contribuem muitos fatores: a perda de habitat, a exploração desenfreada de certos recursos e também, não menos importantes, a introdução de espécies exóticas que ameaçam ou erradicam as espécies autóctones. Embora apareçam, naturalmente certas espécies de animais que antes não existiam, o que revela a resiliência da natureza, muitas outras espécies que tem uma área geográfica muito mais restrita estão ameaçadas ou desapareceram já. O que fazer? Parece que nos afundamos irremediavelmente e só nos resta acreditar que o mundo não passa de uma enorme arca de Noé!

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