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O CD de fado – um dos meus sonhos

E vai ser mais um sábado em que a adrenalina vai subir, em que o nervoso miudinho vai chegar, em que a incerteza de como vai ser, durará até a sessão terminar. São sentimentos que todos nós conhecemos, estados de alma que a mim me fazem estar vivo, atento, alegre ou triste, interventivo e activo, desperto para o mundo, e será sempre assim até ao fim, quando se querem como eu ver concretizados alguns sonhos. Todo este arrazoado a propósito da sessão de apresentação do meu livro de versos “Improvisos da Alma” e do meu CD “Esquina da Vida” com 14 fados velhinhos a que empresto a voz, que vai ocorrer na Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, este sábado 20 de outubro a partir das 16,30 horas. Desde há uns meses a esta parte tem sido uma labuta enorme, embora deva frisar que sempre feita com prazer, porque gosto de cantar, porque gosto de escrever. No CD tive que contar com a ajuda preciosíssima do amigo Carlos Nicolau, que de uma forma competente como só ele sabe, procedeu à gravação, graciosamente, sempre com boa vontade e de mãos e coração abertos para toda a gente. Não sei como lhe hei-de agradecer. Depois os músicos, o jovem Diogo Ferreira na guitarra, o Rui Girão na viola de fado, a que se juntou, também com amizade o Constantino Formigo na viola baixo. O Constantino cedeu os “estúdios”, marcaram-se dois fins de tarde e lá vai disto que se faz pressa. Quase sempre à primeira, quase sem ensaios, lá se gravaram 14 fados e com mais uma ou outra afinação, foi sempre a aviar. Depois o Carlos Nicolau trabalhou no equilíbrio voz/instrumentos, o Tiago Abreu também de uma forma generosa fez o ajuste técnico da coisa e tudo dito no que se refere à gravação. Algum tempo depois vamos encontrar a editora da Capa do CD, onde os meus filhos me ajudaram de uma forma exemplar. Lá fomos a Rio Maior onde encontrámos gente muito boa que connosco colaborou como se a obra fosse sua e no final saíu a capa com o Jorge de boné à verdadeiro fadista. Um obrigado à Litosodis e ao amigo João Barra. Depois foi a masterização, nome esquisito mas que não é mais que a gravação para os próprios CDs, e isso aconteceu em Leiria, também com gente profissional e amiga na Master CD E foi tudo feito por gosto, feito pelo prazer de registar a minha voz para os amigos e para os vindouros. E o CD vai ser ouvido por todos os que me quiserem, ou puderem estar presentes e tudo tenho feito para que a festa seja bonita. Será um intercâmbio de fados e de poemas do meu livro e espero bem que gostem. Quanto ao livro de poesia, outro dos meus sonhos lindos, ficará para uma próxima crónica, pois o espaço no jornal é curto e a sua história não será tão curta como isso. Até sábado se puderem estar comigo.

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