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Deixem-nos um pouco de liberdade

Íamos comentar mais um caso de nepotismo no PS, ou seja a nomeação da prima de António Costa para Diretora de Informação da RTP, no entanto resolvemos retomar uns apontamentos que guardámos há algum tempo.

Têm por tema os governantes que, convencidos da sua sapiência, nos forçam a aceitar tudo o que lhes passa pela cabeça. Imagine-se! Até o que podemos e não podemos comer. Não se limitam a aconselhar a necessidade de um regime alimentar equilibrado. Gostam de ir mais longe, quiçá para justificar a existência de uma catrefada de “cientistas” empregados pelo Estado. Recordamos como incriminaram a manteiga por tudo o que havia de mal e, em vez dela, apoiaram o consumo das margarinas. Mais tarde, pediram que esquecêssemos esses conselhos erróneos. Agora, encontramo-nos em plena investida contra o açúcar.

Os “fascistas” da alimentação, sabendo que o púbico não lhes obedeceria voluntariamente, resolveram obrigar-nos a cumprir os seus “diktats” impondo um imposto punitivo. Começaram nos refrigerantes, estendendo-se às demais utilizações do açúcar. Até lemos algures que alguns fanáticos destas campanhas compararam o açúcar com as drogas pesadas, tentando vender a ideia de que a doçura cria tanta dependência como a cocaína.

Quem alegar em sentido contrário, é apelidado preconceituoso. É verdade que muitos dos oponentes gostam de chocolates e de frutas, até de café ou chá com uma colherzinha de açúcar. Também de marmelada e das geleias tradicionais.

É uma questão de comedimento, de moderação. Trata-se da liberdade de escolher por si mesmo e de não ser mandado por abelhudos que determinam o que cada pessoa pode ou não pode comer. Que nos eduquem, tudo bem. Forçarem-nos? Não. Serão resquícios fascistas? Ninguém saberá responder. Contudo, o que se aprova em São Bento tem tido por vezes efeitos expressivos. Expressivíssimos, até. Depois, admirem-se com o aparecimento de Bolsonaros e Trumps.

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