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O que são cuidados Paliativos?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu em 2002 Cuidados Paliativos como: “uma abordagem, que melhora a qualidade de vida dos doentes e das suas famílias confrontados com os problemas associados a uma doença ameaçadora da vida, através da prevenção e do alívio do sofrimento, com recurso à identificação precoce, e o tratamento rigoroso da dor e de outros problemas físicos, psicossociais e espirituais”. Este ano o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos assinala-se a 14 de outubro, visto que a data se celebra anualmente no segundo sábado de outubro. Doentes paliativos não são só doentes oncológicos, são também doentes com doença crónica progressiva, como demência, doenças neurodegenerativas crónicas (Esclerose Lateral Amiotrófica, Esclerose Múltipla…), insuficiências de órgão terminal (insuficiência respiratória crónica, insuficiência cardíaca, renal e hepática). São adultos e crianças. São pessoas com doença aguda, grave e ameaçadora de vida (traumatismos graves, AVC…) onde a cura ou o seu tratamento poderão originar significativa incapacidade funcional, e consequente sofrimento. Nos cuidados de saúde pretende-se que ocorra uma simbiose entre os cuidados curativos e os cuidados paliativos. Quando a cura não é possível e existe a impossibilidade de sobrevivência, a filosofia associada aos Cuidados Paliativos vê o doente e não a doença, permite que o doente continue a sentir-se pessoa, apesar da terminalidade da situação em que se encontra. Pretende diminuir o sofrimento antecipando problemas que podem ser de natureza física, psicológica, espiritual ou social. Encara a morte como um processo natural pelo que não a adianta nem atrasa. Ajuda os doentes a viver tão ativamente quanto possível até à morte, e ajuda a família a lidar com a doença do seu ente querido assim como no seu luto. Portugal ainda carece de unidades/equipas de cuidados paliativos, existindo uma grande assimetria com regiões sem qualquer recurso/serviço diferenciado. Podem ser disponibilizados em diferentes contextos e instituições, incluindo o domicílio. É possível morrer em casa, se estiverem as três principais condições reunidas: lar seguro, pessoa que cuide, e um técnico de saúde. Os cuidados paliativos devem ser implementados por todo e qualquer profissional de saúde, devendo para tal possuir formação básica em ação paliativa. Proporcionam cuidados no tempo de vida remanescente em pessoas seriamente doentes ou em fase terminal que não têm possibilidade de recuperação ou estabilização. Segundo a Lei de Bases dos Cuidados Paliativos (Lei n.º 52/2012) estes centram-se na prevenção e alívio do sofrimento, na melhoria do bem-estar e no apoio aos doentes e às suas família. Os cuidados devem respeitar a autonomia, a vontade, a individualidade, a dignidade da pessoa e a inviolabilidade da vida humana. Este artigo pretende que reflita sobre a inevitabilidade da morte, questionando-o: Onde gostaria de morrer? Já fez o seu testamento vital? Aborda estas questões com os seus familiares? Haverá alguém próximo de si a necessitar de cuidados paliativos? A morte não é algo a ser temido e é ela que também dá sentido à vida. Os cuidados à pessoa devem estar presentes em todas as fases, desde as primeiras horas de vida até aos seus últimos momentos.

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