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Apontar o dedo é feio

Ao longo da minha experiência profissional, como qualquer outro ser humano, tenho construído algumas resistências a determinados pontos. Há coisas que no início de carreira me irritavam mais e que, hoje, consigo gerir de outra forma. As rápidas críticas e apontar de dedo são algo que existe na maior parte das relações de trabalho. Para fazer, muitas vezes, existem poucas pessoas predispostas. Para fazer com vontade, já começam a escassear cada vez mais.
E fazer com vontade e gosto ainda há menos. E acredito que estas pessoas sejam uma espécie em vias de extinção. Uma das coisas que mais aprecio no trabalho com os meus clientes é que isso não existe. Eles têm uma necessidade, eu desenvolvo o trabalho nesse sentido e não há lugar a críticas. Porque a relação que se constrói é baseada sobretudo na confiança, lealdade e frontalidade. Não há tempo nem espaço para temas sem interesse. Já nas organizações, continuo a observar como espetadora aquele hábito doentio que algumas pessoas têm de apontar o dedo às outras, seja ao líder ou aos colegas de trabalho. Concluo, normalmente, que quem critica não faria melhor. Criticar é um hábito feio e mesquinho. A crítica faz falta quando é saudável e construtiva. Quando aparece como resposta automática ao trabalho dos outros, é importante que as chefias eliminem este hábito que é verdadeiramente destrutivo em termos de produtividade e relações humanas. A todos os que criticam gratuitamente, um lembrete: quando apontamos o dedo a alguém, pelo menos três dedos ficam a apontar para nós. Aos que são criticados com regularidade, um conselho: mantenham esse gosto e vontade de trabalhar. E, quando forem criticados (falando aqui das críticas gratuitas e que nada acrescentam), reduzam as mesmas à sua insignificância.

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