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Passas, figos e barrões

Quando se chega a uma cidade “moribunda” atualmente e deparas com ela “viva” por uma semana, ficas com uma sensação de absorção e pensas que afinal tudo é possível. Basta ir ao ponto básico do problema. Mas hoje não vou falar nos casos criminais. Hoje vou ser a “repórter” à minha maneira, amada por uns, odiada por outros. Aí devo ter comido um figo pingo mel que me deixou tão inspirada. E por falar neste fruto que é um pecado para os diabéticos, mas tão saboroso. Vamos sair de casa e embrenharmo-nos na 33.ª Feira dos Frutos Secos da nossa terra. Este ano estendeu os braços e pernas até à Praça dos Claras e à entrada do castelo, onde Dom Sancho I arregalou os olhos de prazer enquanto via as pernocas das moçoilas das cantorias no palco onde a RTP fez o seu direito no programa “Aqui Portugal”. Uma maratona de paisagens, gastronomia e ofícios mostrada ao
mundo inteiro. O resto é de Alcorriol como se diz. Mas também não pudemos misturar tudo no mesmo saco não é verdade? Adiante que a tarde vai aquecendo e temos de caminhar por esta calçada abaixo. Dentro da tenda na Praça 5 de Outubro agora mais espaçosa com um rio de bancas de passas e demais produtos; Doçaria de lamber os beiços e licores mágicos “nossos”; artesanato aborrecido com bijuteria em excesso e pouco adequada para este tipo de evento. O cesteiro veio, mas faltou o oleiro e aquele artesão mais terra a terra se é que me faço entender. Uma boa surpresa foi encontrar pela primeira vez bancas com produtos internacionais representados pelo Chipre, Estónia, Finlândia e Espanha. Pena só ficarem um dia. A Praça dos Claras estava bem com
posta com as tasquinhas e o palco a compor o ramalhete. Reparámos nos nomes de algumas tascas com nomes medievais “grelhados do rei” e “trobadores” que estavam no evento errado e foram aceites pela Autarquia. Está errado meus caros senhores. Ao invés disso, deveriam antes aceitar e convidar os comes e bebes das diversas instituições desportivas, sociais de cá e não de fora. Para terminar o programa de animação está bom com os barrões que desempenham o seu papel muito bem. Parabéns para eles. No entanto deixo aqui uma sugestão: porque não para o ano de 2019 juntar os artesãos de Torres Novas e das nossas aldeias ao longo das ruas do nosso comércio local? Seria uma mais-valia para quem dá o litro diariamente para que o pequeno comércio não desapareça e para os visitantes. Pensem nisso com cabeça tronco e membros.

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