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Tic Tac, Tic Tac

É domingo. Um domingo que poderia ser igual a tantos outros mas, não vai ser. Dou por mim, na salinha de estar e é de tal ordem o silêncio, que se faz notar! A vida no campo, como se diz lá pela cidade, é calma mas … não exageremos. As obras de remodelação das casas aqui vizinhas hoje estão paradas, a minha mãe dormita no sofá e eu estou entretida a tentar tirar do dedo polegar da mão esquerda o decano dos espinhos/picos que o ouriço do mar me deixou de presente, quando sem querer, lhe toquei no início do mês de agosto. Páro. Efectivamente não se ouve mais nada a não ser o tic tac, tic tac que o relógio de parede da salinha marca. E já não é de agora. Tem mais anos este relógio cá em casa, que eu tenho de vida! Deu-o o meu pai de presente à minha mãe. Finalmente o dito cujo espinho/pico saiu. Ai, doeu! Doeu e o meu dedo não está propriamente bonito. Vamos lá desinfetá-lo antes que o estrago seja maior.
E por falar em estragos … há dias li uma frase que mexeu comigo de tal forma que a fixei de imediato. Dizia assim: “Desaponta alguém… bolas, desaponta toda a gente. Mas nunca te desapontes a ti mesmo.” E repeti para mim mesmo … bolas !!! É isso mesmo. O desapontamento. E a maioria das vezes nem o identificamos. E leva-nos a fazer, a dizer e principalmente a sentir coisas sem nexo. Coisas essas que nos podem causar grandes estragos internos ou melhor… se não nos soubermos controlar, abrimos precedentes em nós próprios que podem ser difíceis de sanar. Saibamos seguir em frente por entre marés cheias de desapontamentos com a certeza de que o mais importante na vida é mesmo VIVER. E o que tem de ser tem muita força pois TUDO ISTO EXISTE, TUDO ISTO É TRISTE (e muitas das vezes traz desapontamento! Ohhh se traz). TUDO ISTO SÃO COISAS e CENAS & CENAS e COISAS.

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