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Pela sua saúde, dance

Por: Fábio Carvalho

Quem dança, seus males espanta. Bem, o ditado não é bem assim, mas também funciona. Há uns dias houve festa na aldeia e tal como muita gente, também não resisti a um pezinho de dança. Ainda que a minha coordenação motora não seja a melhor, não importa, dancei e diverti-me muito. Aliás, não importa se dancemos bem ao mal, o que importa é mesmo divertir-nos, porque dançar faz muito bem, ao corpo e à alma. Dançar pode fazer muito bem à nossa saúde, diminui os níveis do stress. Quando estamos muito estressados o corpo produz adrenalina e cortisol, que é um hormónio do estresse. Com isso, o coração fica acelerado e os músculos rígidos e tensos. Quando dançamos a adrenalina e o cortisol que estavam a circular começam a ser gastos pelo coração e pelos músculos. Então, o corpo relaxa e o cérebro liberta endorfina, dopamina e serotonina e hormónios que dão a sensação de prazer. Melhora também o humor e a autoestima. Dançar também pode ajudar a queimar calorias. A dança é uma atividade física e traz diversos benefícios para a saúde, como a redução do colesterol, fortalecimento do corpo e prevenção de lesões, além de ter um efeito positivo no cérebro. Em média é possível gastar de 300 a 400 calorias por hora, dependendo da sua intensidade. Todos os tipos de dança têm esse potencial para perda de peso, desde danças de salão, ao jazz, ao samba e ao o hip-hop. Fisicamente, a dançar também melhora a nossa coordenação
motora, o equilíbrio e a agilidade, e trabalha membros como coxas, glúteos, pernas, abdómen e braços. Um estudo do “New England Journal of Medicine” chegou à conclusão que os seus efeitos sobre o cérebro são igualmente positivos. Não só aumenta significativamente a agilidade mental, como até reduz o risco de doenças com uma forte componente de demência, como o Alzheimer, por exemplo. Ao longo de 21 anos, o estudo envolveu pessoas com mais de 75 anos de idade e observou a influência da prática de atividades cognitivas e físicas na luta contra a demência. Os resultados são surpreendentes: dançar frequentemente reduz o risco de demência em 76%. Segue-se a realização de palavras cruzadas 4 vezes por semana (reduz o risco de demência em 47%) e a leitura (reduz o risco de demência em 35%). Se o cérebro estiver habituado a lidar sempre com as mesmas coisas, sempre da mesma forma, o cérebro não é suficientemente estimulado e, consequentemente, torna-se cada vez mais fraco. E é aí que doenças relacionadas com a demência podem facilmente instalar-se. Ao aumentar a nossa reserva cognitiva, reduzimos significativamente o risco de sofrer de uma doença como o Alzheimer. E é precisamente aqui que a dança se destaca: por ser uma atividade que requer decisões rápidas e constantes, a sua ação sobre o cérebro é extremamente positiva. Quanto mais dançar melhor. E para potenciar ainda mais os efeitos da dança sobre o cérebro, deve optar por aprender diferentes estilos de dança, quanto mais exigentes, melhor. Deve improvisar sempre que possível, ao invés de cingir-se a passos coreografados, e se dançar a dois, trocar de parceiro de dança as vezes que puder, para manter a atividade interessante e o cérebro ativo. Dance como quiser, numa festa de verão, num bar, numa discoteca, em casa, sozinho ou acompanhado(a). Mas dance pela sua saúde.

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