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Em torno do Museu Nacional do Rio de Janeiro

Perderam-se, num ápice, duzentos anos de história, pesquisa, conhecimento e um acervo de vinte milhões de peças, desde o tempo do Império Colonial Português. O palácio devorado por um grande incêndio, foi também residência de D. João VI, rei de Portugal, e Dona Carlota Joaquina Bourbon, em 1808, e foi criado com o objetivo de promover o interesse e o estudo das ciências naturais no Brasil.

Peças que destaco são por exemplo o crânio de Luzia, a primeira americana, o fóssil humano mais antigo encontrado no país, com 12 mil anos, o meteorito Bendegó, com 5 toneladas e o trono de Daomé, oferecido pelo rei africano Adondozan a D. João VI. Há esperança na recuperação de parte do espólio, que foi considerado o maior de história natural da América Latina.

A UNESCO comparou a tragédia deste incêndio à destruição das ruínas de Palmira, na Síria, pelo Daesh, penso contudo que a destruição do museu tem maior impacte cultural. Também D. Duarte não teve dúvidas em afirmar que se perdeu uma parte da história de Portugal no Brasil.

Grande parte das coleções deste museu nacional remontam, como acima se refere, aos tempos do império que foi o primeiro e o mais antigo dos impérios coloniais europeus, factos que nenhuma sensibilidade apaga, convenhamos que hoje estamos noutros tempos, felizmente.

Para nos situarmos, hei de dizer que a partir da conquista de Ceuta em 1415, até à devolução da soberania sobre Macau à China, decorreram quase seis séculos, e Portugal nunca se autodenominou como império, império esse que hoje é formado por 53 países.

Voltando ao rei Clemente, D. João VI, reinou numa época conturbada, basta lembrar as invasões francesas que provocaram o embarque da casa real para Terras de Vera Cruz, onde foi bem recebido e passou a ser amado pelo povo, de tal forma que os portos foram abertos ao comércio com as nações amigas.

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